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Guardando coisas



Sexta-feira, 22.07.11

Futuro brando

 

Tradicionalmente apontados como pouco amigos de valorizar o que de positivo se faz ou acontece,  e muito mais disponíveis para salientar os pontos negativos ,os portugueses bem gostariam de encontrar motivos para alterar esta sua habitual postura.

Se alguém diz que isto está mau, o parceiro ao lado logo diz que isto vai ficar pior. Por mais que desejássemos que assim não fosse, a realidade e a perspectiva do futuro que nos reservaram, não permitem que pensemos de forma diversa. Isto vai ser mesmo pior.

Mesmo que tentemos ignorar os números, seja pela nossa habitual aversão á matemática, seja por que desconfiemos das intenções quem os transmite e da forma e das como os transmitem, sabemos, ainda assim, que são sempre números muito grandes e altamente preocupantes .

Sendo assim , é assim e será pior, que sucederá á sociedade de brandos costumes em que temos mais ou menos vivido?

Atingido que está o record do desemprego e, tudo apontando para que este seja continua e largamente batido, prosseguindo as práticas de  cortar subsídios, abonos,  pensões , rendimentos mínimos, e reduzindo o tempo de aplicação destas medidas que no fundo ainda serviam como almofadas sociais que acontecerá?

Quando todos estes muitos milhares de desafortunados não tiverem  forma de se sustentarem, nem garantirem o sustento dos familiares a seu cargo, que soluções lhes restam?

Emigrar será uma solução para muitos mas não para tantos. Trabalhar seria a alternativa que quase todos gostariam de poder utilizar mas aonde se não se vislumbram empresas a abrir nem obras de envergadura a ser executadas ?

Poderemos ser optimistas e pensar que estes portugueses continuarão brandamente á espera de definhar física e psicologicamente até á exaustão total ou assistiremos a um crescendo da criminalidade para onde muitos serão empurrados pelas agruras da vida e da contestação social verdadeiro campo onde a transformação real do pais pode acontecer.

O direito á indignação tenderá, inevitavelmente, a ser usado com uma frequência crescente contra a quem aqui nos conduziu e contra a forma como fomos e conduzidos.

A brandura dos nossos costumes resistirá por muito mais tempo ás dificuldades da vida que nos impõem e querem agravar? Julgamos que não.

 

Barreiro,19 de Maio de 2011

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por guerrilheiro às 08:06


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