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Guardando coisas



Terça-feira, 19.07.11

Agora fico á espera

Depois disto só resta mesmo esperar que os que no Barreiro levantaram e bem a questão do porque do atraso de 12 minutos na entrada de uma candidatura, agora tenham a mesma celeridade, acutilância e fome de sangue e se apressem a criticar um atraso de 210 minutos aos altos responsáveis da AR e dos partidos políticos e encham a imprensa do Barreiro e as suas ruas com dizeres do tipo “Vamos a contas com o Governo“, ou “o responsável pelo atraso deve pagar” ou ainda “ que primeiro ministro é este que só sabe em cima da hora?”

Assisti em silêncio à polémica sobre o atraso de 12 minutos da candidatura do QREN no município do Barreiro.
Li muitas noticiais, vi faixas colocadas na rua, li para mais de 40 comentários só sobre um dos artigos e ainda não com compreendi porque alguns deputados tiveram relutância em aprovar um texto que denunciava que outras candidaturas entradas também fora da hora tinham sido aprovadas e a do Barreiro não.

Hoje o ilustre” Diário de Noticias” traz uma notícia que, com a devida vénia, transcrevo em parte: ”… Às quatro da tarde estava tudo preparado: o presidente Jaime Gama e os representantes dos partidos esperavam o ministro das Finanças para a entrega do orçamento. Mas a “pen” só chegou três horas e meia mais tarde e os partidos com assento parlamentar só receberam meio documento.”
Três horas e meia são 210 minutos, muito mais que os 12 minutos de atraso do Barreiro.
E o Barreiro entregou a candidatura completa e eles só meio orçamento.
Desde logo a pergunta: E mesmo assim Jaime Gama e os representantes do grupo parlamentares receberam o orçamento, com esse atraso e às prestações? Então porque não podia ser recebida a candidatura do Barreiro?

A citada notícia ainda avança mais: ”Sócrates só soube dos problemas em cima da hora. Problemas de operacionais de interligação de documentos complexos”, assim justificou Teixeira dos Santos o facto de ter deixado o presidente da AR, Jaime Gama - a segunda figura do Estado - e os representantes dos partidos pontualmente à espera da “pen” como orçamento que só chegaria cerca de três horas e meia mais tarde.

O próprio Sócrates só foi “avisado dos problemas técnicos muito perto da data prevista da entrega no Parlamento, altura em que estava a receber o líder do CDS-PP, Paulo Portas, audiência que começara às 16 horas.”…Pelos vistos, a informática do Parlamento também não esteve à altura de tratar este Orçamento de Estado, que o assessor de imprensa do ministério das Finanças prometia enviar para o e-mail dos jornalistas ao longo da noite.
Também, a Direcção Geral do Orçamento não conseguiu publicar a versão integral do Orçamento de Estado e Teixeira dos Santos já agendou para a s 9h00 de hoje uma nova conferência de imprensa onde todos esperam já ter os números.

Depois disto só resta mesmo esperar que os que no Barreiro levantaram e bem a questão do porque do atraso de 12 minutos na entrada de uma candidatura agora tenham a mesma celeridade, acutilância e fome de sangue e se apressem a criticar um atraso de 210 minutos aos altos responsáveis da AR e dos partidos políticos e encham a imprensa do Barreiro e as suas ruas com dizeres do tipo “Vamos a contas com o Governo”, ou “o responsável pelo atraso deve pagar” ou ainda “ que primeiro ministro é este que só sabe em cima da hora?”

No fim, talvez lhes sobre energia para pedir desculpa, pois os erros não acontecem só na câmara, pois lá, como no Governo, as coisas são feitas por homens e esses às vezes também erram.
Outras vezes sãos os sistemas que não quererem mesmo funcionar devidamente e os homens ficam impotentes para os ultrapassar atempadamente, uns levam dois minutos, outros mais infelizes levam 12 e outros mesmo levando 210 minutos vêem os erros perdoados e os documentos aceites. Coisas da vida.

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por guerrilheiro às 16:15

Terça-feira, 19.07.11

Há-de ser com todos

Não é difícil encontrar em alguns lugares de destaque de diversos organismos ex-presidentes , ex vereadores e outros que tais que tendo perdido as eleições não regressaram aos seus antigos locais de trabalho mas transitaram para os sítios onde podem aumentar bastante mais as carteiras, aumentar as alcavalas, carros potentes, motorista, despesas de representação, rendas de casa, telemóvel, cartão de crédito e garantir a velhice com reformas bem precoces e valiosas.

Poucos dias se passam sem que nos entrem nas nossas casas pela caixa de correio electrónico as mais variadas denúncias, sobre escândalos , pelo menos assim os julgam quem os envia, que se vão detectando em Portugal.
Desde a factura abusiva da EDP que até debita a taxa da audiovisuais nos vãos de escada, aos empregos logo arranjados aos filhos do ex presidente, ás reformas sumptuosos de alguns políticos, banqueiros e juízes, aos salários milionários auferidos por alguns gestores, a última referia-se á EDP renováveis, á s demissões de secretárias seguidas de nomeações com salários chorudos da mesma pessoa, aos ditos e não ditos de políticos sem coerência alguma, tudo nos vem parar com a maior das facilidades á nossa caixa de correio.
E muitos outros poderíamos acrescentar quase todos nós, já estes fenómenos também se verificam quer a nível regional quer ao nível local .
Não é difícil encontrar em alguns lugares de destaque de diversos organismos ex-presidentes , ex vereadores e outros que tais que tendo perdido as eleições não regressaram aos seus antigos locais de trabalho mas transitaram para os sítios onde podem aumentar bastante mais as carteiras, aumentar as alcavalas, carros potentes, motorista, despesas de representação, rendas de casa, telemóvel, cartão de crédito e garantir a velhice com reformas bem precoces e valiosas.
Com as novas tecnologias tudo se vai sabendo, cada vez mais depressa, e é minha convicção e esperança que com os computadores cada vez mais acessíveis (olha os e-escola e os Magalhães) a camadas juvenis que trocam de informações a uma velocidade que nunca sonhámos, e que possuem um sentimento de justiça muito vincado e muito puro, cada vez mais saibamos mais e cada vez vejamos mais afincadamente combatidas estas praticas duvidosas que a todos nos deviam envergonhar.
È certo que algumas altas vozes nacionais se tem vindo a fazer ouvir para denunciar a imoralidade de algumas destas situações mas se essas mesmas vozes até reservam para si o espaço aéreo por cima de si quando estão de férias na praia e já recebem três pensões de reforma poderemos nós acreditar que as suas palavras prenunciam uma real intenção de repor a ética e a moral neste país?
Interrogo-me contudo se os que me enviam estas mensagens estão também eles próprios imbuídos dum genuíno espírito de justiça já que só falam de algumas classes: políticos, juízes e gestores.
Nenhum fala dos chorudos salários que os clubes pagam a alguns atletas geralmente estrangeiros, que por vezes nem sujam o fato de treino no banco de suplentes, que não investem em Portugal, que nos levam divisas e permitem a realização de jogadas com off shores ,etc.
Nenhum deles fala das dividas que o clube tem, da gestão ruinosa que efectuam algumas das direcções por eles eleitas, e do endeusamento que efectuam a alguns atletas de que nunca ouviram falar mas que passa a ser o maior do mundo só porque o seu presidente o contratou.
Até perdem dias de trabalho e de sono para irem ao aeroporto espetar o cachecol no pescoço da ilustre vedeta até então desconhecida.
E se no final do campeonato feitas as contas um golo ou um ponto custou uns largos milhares, senão milhões de euros, não se denuncia o escândalo, a má gestão, a transferência de capitais para o estrangeiro sem qualquer contrapartida ou mais valia . Só se volta a exigir outro, talvez atleta, que devolva a esperança, que mantenha o sonho de ser campeão, custe o que custar, que nesta área não há denuncias só há vitórias alcançar.
Temos uma posição lamentável na industria, na agricultura, nas pescas, na educação, e na justiça e em outros tantos vectores da vida nacional. A nossa aproximação aos níveis médios europeus está cada vez mais distante mas em contra vapor no desporto, principalmente no futebol, exigimos ser sempre os primeiros, mesmo que as estatísticas digam que se passam anos a fio sem ganharmos nada. E as estatísticas só confirmam a realidade.
Todos , mas mesmo todos os bem intencionados devíamos alargar as nossas denuncias, as nossas exigências de reposição da moralidade , da ética, da competência, da aproximação verdadeira entre os níveis de vida dos portugueses e destes com os europeus, mas devemos faze-lo em todos os campos e vertentes da sociedade .
Portugal tem obrigação e merece, ser melhor visto de que lado for, e será se os seus cidadãos forem mais exigentes e mais responsáveis e actuantes em todos os capítulos da vida nacional.

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por guerrilheiro às 16:14

Terça-feira, 19.07.11

Loucos os tempos de hoje

Agora que o Bush finalmente vai abandonar o trono que ocupou duma forma ainda pouco clara talvez seja tempo de olhar em volta e fixar o legado vermelho de sangue que nos deixou em troca de nada , nem sequer do negro do petróleo cujo domínio era afinal a verdadeira mãe destas guerras.

Sei bem que estou longe de reunir os predicados que me permitiriam armar em entendido da politica, como alguns que, sem sabermos como, nos invadem as televisões lá de casa e nos enchem jornais e revistas a debitarem sentenças sobretudo e sobre nada.
Mas nada impede que como cidadão normal possa tentar elevar a voz acerca dos estranhos acontecimentos que a velozmente nos atravessam a vida.
Muitos acreditaram que a queda do muro de Berlim era a salvação da humanidade, o desmembramento da URSS traria enfim paz ao mundo e prosperidade aos habitantes do planeta.
O sistema capitalista que havia vingado sobre aquele sistema, dito socialista, haveria de nos resolver os problemas da fome das doenças da educação e de muitos outros que grassavam então no mundo.
Alguns duvidaram, e teimosamente continuaram a defender os valores originais que do sistema socialista e a garantir que o sistema capitalista não podia resolver os problemas da humanidade muitos deles criados pelo próprio sistema.
Loucos é que eles eram , não se via logo que o paraíso estava logo ali uma vez que o capitalismo, único sistema politico agora dominante imperava agora no universo.
Identificaram-se os inimigos que poderiam criar escolhos à nova ordem mundial e mesmo inventando armas de destruição massiva que nunca ninguém encontrou invadiu-se o Iraque, a Coreia do Norte foi pressionada , o Irão sofre o mesmo processo de pressão politica, condenaram-se e executaram-se alguns dos terríveis terroristas que por sinal até haviam sido alguma vez criados, ensinados e armados pelos que depois os bombardearam, os invadiram, os roubaram e os mataram aos milhares . E a matança continua no Afeganistão no Iraque.
Mentiram ao mundo sem vergonha e apelidaram-se de mensageiros da paz , da justiça e da democracia.
Agora que o Bush finalmente vai abandonar o trono que ocupou duma forma ainda pouco clara talvez seja tempo de olhar em volta e fixar o legado vermelho de sangue que nos deixou em troca de nada , nem sequer do negro do petróleo cujo domínio era afinal a verdadeira mãe destas guerras.
O mundo não está mais seguro, os países que cultivavam droga não deixaram de o fazer, os mortos em combate não pararam antes se multiplicaram nem do lado americano nem, dos seus aliados nem do lado dos que eles invadiram, a democracia é uma miragem e a paz continuou a ser uma pomba branca que persistem em enxotar de cada vez mais territórios. O Irão está ameaçado de guerra, no Paquistão as bombas sucedem-se, explodem bombas na Síria e no Líbano, na Geórgia ensaiam-se jogos de guerra e na Polónia instalam-se escudos anti mísseis que só podem provocar corridas armamentistas por parte daqueles para quem estão virados, principalmente a Rússia que por sua vez pode responder de igual forma na Venezuela.
Mentiram-nos a toda a linha e ironia das ironias aqueles que teimosos, saudosistas, ortodoxos, fundamentalistas e todas os outros adjectivos com que durante décadas os procuraram denegrir assistem agora ás desesperadas tentativas de salvar os pilares do sistema capitalista que sendo o único, o vencedor, não se mostra disposto a salvar-se. sequer a si próprio.
Quem acreditaria que alguma vez veriamos os EUA a nacionalizar bancos, o Grã Bertanha a fazer o mesmo seguida da Bélgica e por aí adiante.
Nacionalizar bancos? Isso era coisa de loucos, do Vasco Gonçalves em Portugal, do Fidel Castro em Cuba, do Chavez na Venezuela, do Evo Morales na Bolívia.
Agora do Bush, do Gordon Brown, da Merkel já não é loucura é desespero.
E ainda por cima os mais falcões dos falcões chumbam as piedosas intenções destas personagens invocando que o cidadão comum não deve pagar pela ganância do sistema financeiro.
O povo esse vai pagar, e pagar bem, esta ganância assim reconhecida ao mundo pelos congressistas republicanos americanos.
As consequências destas manobras ainda estão para chegar com a violência que contem e bem que o governo português se tem esforçado por escamoteá-las e vão afectar sobretudo mais uma vez os mais pobres seja em Portugal seja no mundo.
A nú fica que o sistema não funcionou, não trouxe ao mundo o que prometeu, não resolveu qualquer problema antes os agravou.
Está claro que o sistema capitalista não serve.
Claro que vão tentar sobreviver, injectando dinheiro dos contribuintes aos milhões, promovendo guerras para engordar ainda mais á conta da venda de armamentos, fazendo fusões, que aumentarão ainda mais a concentração da riqueza mas, não serve. Não resolve qualquer problema da humanidade.
Há que encontrar alternativa e somos nós os povos que mais uma vez vamos sofrer com a queda do império que a teremos que encontrar aprendendo com a história e construindo um mundo de gente feliz, que respeite as suas diferenças, que previligie a paz, a educação , a justiça, o trabalho, a saúde.
Como? Temos que ser todos a procurar essa alternativa e saberemos encontra-la se tivermos as nossas mentes preparadas para essa mudança.
Por que é preciso mudar sim.!

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por guerrilheiro às 16:13

Terça-feira, 19.07.11

um aeroporto (quase), perfeito

Um novo aeroporto quase (?)  perfeito<br>Por Joaquim EscovaLE finalmente mas talvez o mais importante, não é verdade que será muito mais económico ao país efectuar as obras necessárias para adaptar o aeroporto de Beja a um aeroporto alternativo a Lisboa e a Faro do que fazer um aeroporto de raíz ainda por cima com os problemas que se levantam ás outras soluções até agora avançadas?

Numa época em que apertar o cinto surge como palavra de ordem fundamental o país prepara-se para assumir o compromisso de construir um novo aeroporto que envolverá custos enormes.
Da necessidade de encontrar soluções para os aeroportos de Lisboa e Faro cujas capacidades de ampliação estão praticamente esgotadas ninguém duvida.
Da ameaça de muitos clientes dos aeroportos nacionais serem captados pelo aeroporto de Badajoz que bem junto da fronteira se prepara para ser largamente beneficiado também não restam dúvidas.
Que o destino de muitos dos passageiros que demandam os aeroportos de Lisboa e Faro são o litoral alentejano e o Algarve e que esses destinos a sul serão ampliados com o empreendimento de Tróia e ao que se anunciam para a região da barragem de Alqueva também é claro.
O norte de Portugal está servido pelo aeroporto de Sá Carneiro.

Facilmente constatável também é a possibilidade de atingir primeiro o centro de Lisboa vindo do Sul através das três pontes que atravessam o Tejo( sendo que a terceira, Barreiro-Chelas está quase em inicio de construção e que ainda poderá contemplar a travessia rodoviária) do que vindo do norte .
Do debate público gerado em Portugal em torno da construção do novo aeroporto ressaltam ainda as constatações evidentes:
-os problemas ambientais que se colocam quer por causa do lençol aquífero onde assenta Rio Frio e as Faias que pelo abate de grande numero de sobreiros que esta solução iria acarretar.
-as limitações de ampliação e os encarecimento bastante acentuado da solução OTA em virtude do terreno pantanoso onde se pretende erigir esta nova infra estrutura o que obrigará a grandes deslocações de terras.

O ministro Mário Lino afirmou publica e recentemente que estaria disposto a encarar outras soluções que não a OTA e mas que isso seria um milagre acrescentando que não acredita em milagres.
Em declarações aos órgãos de informação, (Diário Económico de 19/4/07) o mesmo ministro admite a construção de um segundo aeroporto se a Portela esgotar antes da OTA estar construído e “ se aparecer uma coisa aceitável (alternativa) perfeita, perfeita, terei de encará-la”.
Não queremos abordar a qualidade dos estudos que agora justificam a possibilidade da construção de um segundo aeroporto nem as verbas a acrescer à construção do aeroporto da OTA que isso acarreta necessariamente.

Sobre isso manifestamos por agora sómente a nossa perplexidade.
Cabe assim tentar ajudar ao milagre de facultar uma solução mais rápida , mais eficiente e mais , muito mais barata ao país do que as duas que colocam diariamente á consideração dos portugueses.
Não é verdade que BEJA já tem um aeroporto construído pelos alemães e que agora está destinado a fins civis?
Não é verdade que esse aeroporto tem capacidades ilimitadas de ampliação e não levanta problemas ambientais?
Não é verdade que, como nenhuma outra solução, este aeroporto está melhor situado para combater a concorrência do aeroporto de Badajoz?
Não é verdade ainda que como nenhuma outra solução o aeroporto de Beja está mais perto dos grandes destinos turísticos para onde vão os passageiros de Lisboa e Faro?
Não é verdade ainda que apesar da distancia que medeia Beja de Lisboa os acessos quer pela rodovia existente, quer pela ferrovia que também serve Beja, não tornam muito diferentes os tempos de deslocação comparados com os aeroportos que servem as outras capitais europeias?

E finalmente mas talvez o mais importante, não é verdade que será muito mais económico ao país efectuar as obras necessárias para adaptar o aeroporto de Beja a um aeroporto alternativo a Lisboa e a Faro do que fazer um aeroporto de raíz ainda por cima com os problemas que se levantam ás outras soluções até agora avançadas?
Claro que forças muito poderosas se movem em torno deste problema sejam as que tentam viabilizar os investimentos em terrenos que efectuaram, quer sejam as construtoras que querem aumentar a facturação das suas empresas e manter os postos de trabalho quer ainda de algumas autarquias que vêem na construção de um aeroporto nas suas proximidades a oportunidade de evolução que até agora o poder lhes tem negado.

Mas sendo legítimos todos estes desejos há um valor muito maior a conjugar .o interesse nacional e este pode apontar par aproveitar o aeroporto de Beja disponibilizando recursos para a satisfação dos anseios das povo português.
Há em Portugal uma imensidão de tarefas que requerem apoios: hospitais , centros de saúde, escolas, prisões, esquadras e estradas a construir ou recuperar e muita gente a formar e educar.
Não vivemos tempos que nos deixem permitir aos nossos governantes esbanjar as verbas que tanto nos custam a pagar no final de cada mês ou de cada transacção.
È possível o milagre de que fala o ministro Mário Lino e ele pode acontecer em Beja.

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por guerrilheiro às 16:12

Terça-feira, 19.07.11

primeira cavadela minhoca

Primeira cavadela, minhoca
Por Joaquim Escoval

Primeira cavadela, minhoca<br>Por  Joaquim EscovalUma característica do novel deputado é a sua adaptabilidade e qualquer sapo será de engolir desde que a imagem se vá mantendo.
Numa lição de humildade o novel deputado tratou logo de relembrar aos seus pares que só” tinha a licenciatura da vida” assim a modos como que questionando se teria capacidades para ocupar o lugar que agora ocupa.

Finalmente pôde galgar as escadarias da Assembleia da República como deputado.
Dizem alguns colegas que deixou na empresa donde veio que copiou o golpe do Durão Barroso. Candidatou-se á comissão de trabalhadores já sabendo que ia abandoná-la mas omitindo esse facto durante a campanha eleitoral aos trabalhadores da empresa que potencialmente o poderiam eleger.
Uma vez eleito em lugar de justificar a confiança que nele depositaram mais de 8oo trabalhadores, saiu, e foi para deputado.

Talvez o tenham ensinado mal ou, quiçá tenha percebido erroneamente, mas para ser deputado não precisa de ser anticomunista.
Sentados a seu lado estão comunistas e muitos outros lá estiveram e continuarão a estar enquanto neste pais houver uma réstia de democracia.
Logo de entrada e para que não fosse o povo ficar com uma errada ideia dos valores que defende o novel deputado tratou de prestar declarações aos media em que trata logo de mostrar a sua decepção por ter pertencido ao PCP.
Só ficou decepcionado após a queda do muro de Berlim , curioso.
Podemos então depreender que o novel deputado gostava mais do PCP na clandestinidade, do PCP que não discutia abertamente as causas da queda do socialismo na URSS como fez no congresso de Loures, do PCP mais fechado por razões de segurança, do PCP da reforma agrária e do controle operário.

Seria bom que assim fosse., mas não é e disso logo a seguir se encarrega o novel deputado de dizer que ficou desapontado pela ortodoxia marxista leninista onde afinal militou mais ou menos activamente, menos do que diz nas suas histórias, durante anos.
Mais curiosa ainda a sua afirmação”havia pessoas que eram boas, só que discordavam ou iam embora e deixavam de o ser”.
Então já não há pessoas boas, ou só eram boas as que iam embora? Apetece perguntar depois do imenso funeral de Álvaro Cunhal que não foi embora se não era uma pessoa boa? E a votação do Jerónimo de Sousa foi engano dos eleitores que acharam que ele era uma pessoa boa? E aos muitos autarcas eleitos um pouco por todo o país pela CDU e que eleição atrás de eleição continuam a merecer a confiança das populações não são pessoas boas? E os intelectuais e artistas que enriquecem as fileiras do PCP com crédito a reconhecidos por todos são pessoas más? O José Saramago, o Modesto Navarro, o Urbano Tavares Rodrigues, o Miguel Urbano Rodrigues, a Alice Vieira e tantos outros vivos e os outros já infelizmente desaparecidos, Mário Castrim por exemplo, eram maus?

Talvez agora em convívio diário com os “maus” deputados do PCP possa o novel de- putado rever a sua noção de pessoas boas e más e de pois quando no fim do árduo trabalho parlamentar chegar a casa olhe á sua volta comece a catalogar” eu sou bom, tu és má, tua és boa, tu és bom”.
Não gostava dos controles das células dentro das empresas. Talvez fosse pela sua inaptidão pelo trabalho em colectivo, , ou pela sua sede de protagonismo.
Poderia o novel deputado que não gosta do marxismo leninismo sentir-se bem no seio de uma organização que previligia o trabalho colectivo em detrimento da acção individual ? Ou ao invés , poderia uma organização caracterizada fundamentalmente pelo trabalho colectivo dos seus membros reconhecida pelas grandes iniciativas que leva a cabo, festa do avante um caso claro, sentir-se bem com um membro individualista no seu seio?

Falta agora ver como se comportará o novel deputado com um chefe de grupo parlamentar oriundo das alas da UDP, logo do pretensamente , mais ortodoxo marxismo leninismo e que logo nas boas vindas fez questão de lhe dizer que funcionam em equipa.
Uma característica do novel deputado é a sua adaptabilidade e qualquer sapo será de engolir desde que a imagem se vá mantendo.
Numa lição de humildade o novel deputado tratou logo de relembrar aos seus pares que só” tinha a licenciatura da vida” assim a modos como que questionando se teria capacidades para ocupar o lugar que agora ocupa.
Então por que se candidatou? Se tinha dúvidas sobre a sua capacidade e se candidatou não estaria a defraudar deliberadamente os eleitores? Isso é de pessoa boa ou de pessoa má?
De todos os deputados esperamos que dêem o seu melhor, dum deputado originário da classe operária ainda esperamos que as suas propostas contenham soluções que minorem as agruras da vida por que passam aqueles que ficaram nos seus empregos.
Basta isso, não é necessário ser anticomunista.

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por guerrilheiro às 16:10

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