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Guardando coisas



Sexta-feira, 22.07.11

AOS QUE AQUI CHEGARAM

A ti que, por caminhos que desconheço, chegaste até aqui só quero dizer que construi isto tão só para juntar, num gesto quiçá egoista, algumas das ideias que fui ,mal ,escarrapachando no papel.

Sinto-me melhor a escrever que a falar e por isso passei para o papel alguns pensamentos que por qualquer razão me ocorrem a mente num determinado momento.

Outros  a quem tambem devo agradecer fizeram mo favor de as publicar , normalmente nos jornais Rostos e Jornal do Barreiro.

No que escrevo, bem ou mal ,procuro sempre que a ideia de que é possivel um futuro melhor seja possivel e para tanto  procuro contribuir com alguma ideias que julgo eu podem dar uma modesta contribuição para esse objectivo.

Os textos que maçudamente aqui deposito foram escritos num determinado momento e emdetermindas circusntancias pelo que  muitos deles surgirão aos olhos de alguns como desactualizados ou descontextualizados mas, lembrem-se, o objectivo é tão só juntar o que escrevi.

Escrevo muito mais com a inspiração que com a transpiração.

Escrevo  quando se dá ao tal clique que impulsiona, seja ele uma noticia ,uma acção ou reacção ou algo que num relance vislumbrei e que me pareceu mal ou bem.

Interessa-me deixar uma mensagem, uma ideia , uma proposta  e muito menos demonstrar que escrevo muito correctamente. Não me detenho por isso a fazer muitas correcções aquilo que escrevo e daí não ser dificil encontrar erros de várias indoles nos meus modestos textos.

Aos leitores agradeço o tempo que perderam com a leitura das minhas palavras e se porventura delas não gostaram fiquem sabendo que raramente fico satisfeito quando as releio pelo que não estranharei o vosso desagrado.

Habituado que estou, e crente que sou ,ao trabalho em equipa e à valorização do trabalho desta em contraposição com o interesse individual não estranharão que agradeça desde já todas as criticas, ideias, ou sugestões que julguem oportunas efectuar sobre as minhas humildes palavras.

Não me habituei ainda, e vai custar a que assim seja, a escrever segundo o acordo ortográfico.Pode ser que um dia venha a ser assim mas por enquanto escrevo como aprendi.

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por guerrilheiro às 08:15

Sexta-feira, 22.07.11

Almoços gratis

 

 

Almoços grátis

 

Quiseram os decisores políticos, da oposição ao governo actual, deste país que fossemos para eleições a fim de escolher um novo conjunto de deputados á Assembleia da Republica.

Do resultado eleitoral sairá, como consequência, um novo governo não necessáriamente composto por algum dos deputados eleito se chefiado muito provavelmente por um dos actuais liders partidários. São estes liders que nos enchem a casa e espaços públicos como se nós fossemos votar neles. A imprensa contribui de forma decisiva para que assim acreditemos pois só a eles segue e só das suas intervenções e aparições faz eco.

Mas as eleições são para a Assembleia da Republica, para eleger os mais de 200 deputados que a compõem e cada um de nós tem o direito de votar de entre o conjunto de cidadãos que se candidataram pelo seu distrito e só por ele.

Levados por todos os artifícios que a comunicação social  e as máquinas partidárias nos enredaram acreditamos no momento do voto que vamos votar num dos liders partidários  o que só é rigorosamente verdade se ele for candidato cabeça de lista ou não pelo distrito onde vivemos e exercemos o nosso direito de voto.

O António Maria, um muito amigo meu e daqueles que de parvo nada tem costuma fazer assim: no dia das eleições chega á mesa de voto e desafia os membros da mesa da seguinte forma:”-Pago um almoço a vocês todos se algum me souber dizer já quem é o segundo nome da lista do vosso partido aqui pelo distrito.”

O António Maria ainda não pagou almoços a nenhum membro das mesas eleitorais, ganhou todas as apostas.

Levam-nos a pensar o que querem que pensemos, focalizam-nos  muitas vezes em coisas que nem verdades são e esquecemos na hora de votar em quem verdadeiramente o fazemos. Nem nos damos conta que quem se perfila para primeiro ministro nem sequer se candidata por Lisboa mas por Vila Real no caso dos Passos Coelho e pela Castelo Branco no caso de José Sócrates .

Votar pensando que neles votamos não é assim um voto tão consciente como se o fizéssemos para os candidatos para o distrito e conhecendo claramente quais as ideias que defendem para o desenvolvimento do mesmo e das pessoas que nele habitam.

No nosso subconsciente pesará sempre o facto de sabermos  que algum desses liders sendo candidato por onde for acabará por ser nomeado para primeiro ministro e é isso que decidimos no momento do voto .È isso que querem que pensemos mas não é mesmo assim e é por não ser assim que o António Maria continua a ganhar as suas apostas.

Quantos de nós  e dos muitos eleitores que nos rodeiam estaríamos capazes de aceitar e ganhar o repto do meu amigo António Maria e finalmente faze-lo pagar os almocitos?

 

Barreiro, 30 de Maio de 2011-05-30

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por guerrilheiro às 08:13

Sexta-feira, 22.07.11

Peso a mais

Peso a mais?

 

Não falta agora, quem na tentativa de ser mostrar que é diferente, apregoar como remédio santo que é preciso emagrecer o estado, que estará demasiado gordo acham eles. Já antes deles outros haviam dito o mesmo com estas ou outras palavras.

Neste afã de se mostrar diferente até dia 5 de Junho não hesitam em superar barreiras já bastante altas e em contraposição ao um por dois eis que avançam para o um por cinco ou seja , por cada cinco funcionários públicos que saírem só poderá  ser admitido um.

Convenhamos que para estes senhores o estado estará sempre gordo, mesmo que já tenham abandonado a função publica 17000 funcionários eles continuam a dizer que está gordo.

Admitindo, que nada custa, que é sempre possível melhorar e rentabilizar recursos humanos e materiais de forma a que, com os mesmos ou menos, se faça mais ainda assim cabe perguntar se alguém acredita que esse que vai potencialmente ser admitido pode fazer o trabalho antes efectuado pelos 5 que saíram?

Que o estado irá pagar menos salários irá, mas a obra executada não poderá ser a mesma que é no fundo a razão da existência dos organismos do estado especialmente os locais autarquias e freguesias especialmente?

Descendo ao terreno, e mais uma vez admitindo que há realidades diferentes, gostaria de conhecer como se aplicaria tal regra, por exemplo na freguesia de Palhais, se para admitir um só funcionário teria que demitir ou aguardar pela demissão de todos os outros pois não ultrapassam o número de 5 funcionárias administrativas incluídas?

E quantos serviços há que não são assim ou pior isto é, que funcionam com equipas com um numero inferior de funcionários?

Claro que há  a possibilidade  da mobilidade funcional e geográfica mas será útil  e credível pegar em qualquer funcionário e colocá-lo, ao invés das suas anteriores funções ,em coveiro, cabouqueiro, calceiteiro, pedreiro, canalizador, electrecista e tantas outras profissões que pela sua especialização e pela forma  “magra”como o estado retribui os profissionais que as exercem, acrescidos dos ataques constantes aos seus salários e direitos que continuamente lhes desferem, há dificuldade de contratar ou formar.?

No entanto são eles, como muitos outros, que fazem a obra que os eleitores exigem e que os que os querem tão ciosamente sacrificar  pomposamente se apressam a inaugurar.

Como ficaríamos se eles saíssem? Que obra poderia ser executada sem recurso a empresas privadas nem sempre melhor nem mais barato? Quem ganharia com tais propostas ?

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por guerrilheiro às 08:12

Sexta-feira, 22.07.11

Ervas daninhas

Ervas daninhas, nada a fazer?

 

Para os que o tem de fazer por vezes é um esforço inglório pois a natureza não tarda a encarregar-se de repor a sua vontade e fazer brotar aquelas ervas por todos os locais onde  o ser humano não tem condições para cuidar com a mesma velocidade com que trabalha a natureza.

Espaços que se pretendiam bonitos e úteis e que nos deviam proporcionar o desfrute de bonitas paisagens surgem-nos assim com ervas de uma altura impede toda a utilidade para que o espaço foi pensado.

Não é fácil controlar o seu  rápido crescimento quer pelo relevo irregular do terreno, quer pelo perigo para o meio ambiente, incluindo pessoas e animais, que envolve o uso de produtos fitosanitários criados para o efeito.

Mas se não é  realmente  bonito ver o rio do inicio da ciclo via na avenida da Liberdade, ali pelas pedras onde as ervas nascem, nem alguns passeios  da nossa cidade com ervas por mondar talvez por insuficiência de mão de obra ,já sair da quinta das Rebelas com a altura das ervas que a placa triangular apresenta  acarreta perigos evidentes para os condutores .

Locais diversos, com responsáveis diversos, desde APL a municipio e respectivas juntas de freguesia, ao IPE e aos proprietários privados que aqui também não são isentos de culpas, veja-se por exemplo a entrada da Qtª Castelo do Outeiro, exigem soluções variadas.
Estamos em crer que pelo menos na Quinta das Rebelas, a situação mais perigosa, a solução conhecida entre alguns autarcas como “relva à Raio” seria a mais apropriada, isto é, placa acimentada e pintada de verde. È fácil, é barato, não custa manter  e não apresenta qualquer perigo para pessoas ou veículos.

 

Barreiro,6 de Maio de 2011

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por guerrilheiro às 08:11

Sexta-feira, 22.07.11

Larguem a vaca

Larguem a vaca.

Esta vaca é um animal formidável mas tem pouca sorte coitada.

Nascesse esta vaca na India e a coisa seria diferente. Andaria feliz e contente por onde lhe aprouvesse, comeria da mão de todos   e ninguém ousaria importuná-la. Talvez tivesse até um nome de vaca , daquelas que se preza: malhadinha; bonita, estrelinha, sei lá, um nome de jeito para vaca que se preza.

Mas não , esta vaca não é dessas,  desde logo a começar pelo nome que lhe colaram,  :”Funcionalismo publico”. Isso é lá nome que se dê  a um animal, ainda por cima  a um animal que dá de mamar a tanta gente.

Os donos do curral mudam de tempos a tempos, mas para esta vaca isso não importa, é sempre ele que paga as favas: por que está grande, por que está pesada, porque tem de ser ágil, por que tem muitas gorduras , porque tem mobilidade reduzida, enfim, a vaca que dá pelo nome de Funcionalismo Publico paga por duas coisas: por tudo e por nada.

Cortam , espremem, sugam e ainda que se sinta exaurida, exausta, quase incapaz de responder para aquilo para que foi criada vem sempre outros que tornam a espetar a faca vasculhando gorduras onde há muito deixaram de existir.

Forçam as proteínas que a constituem a abandoná-la num movimento que parece não ter fim :Juntam-se , unem-se , gritam, e lutam contra m destino que não escolheram e que sabem não estar certo. Enchem ruas e avenidas erguem bandeiras , gritam palavras de ordem e alertam para o que de ruim isto a todos trará. Mas muitos acabam por tomar outros rumos cansados e incapazes de resistir a tantas facadas e a tantos maus tratos.

Já quase só pele e osso a vaca Funcionalismo Publico ainda vive e tambem ela resiste obrigando os donos do curral a mais um esforço para convencer os incautos de que  não gostam das suas malvadezas  mas que elas são necessárias e imprescindíveis.

Não raro recorrem para essa tentativa de convencimento a escribas com artes de curandeiros visionários  capazes de encontrar gorduras nos sítios mais recônditos da vaca e de logo proclamar aos sete ventos que a vaca funcionalismo publico tem obesidade mórbida .

Nos muitos milhares de funcionários públicos que trabalham muito e ganham mal, calceteiros, coveiros, varredores, serralheiros, canalizadores, motoristas, assistentes administrativas  e em tantos , tantos outros a que embrulharam num redondo nome de assistentes operacionais conseguiu um inteligentíssimo “jornalista” descobrir alguns que abrigados em gabinetes de que nunca ouvíramos falar, ganham para cima de 5000 €.

Por via da boa vida que certamente levam fazem subir a média dos salários dos funcionários públicos e daí a extraordinária conclusão, estampada na 1ªpágina de um jornal nacional, de que os funcionários públicos ganham mais 500 euros que os privados. Assim sem mais, sem atender á falsidade das médias , sem sequer pensar em consultar uma tabela de salários e com ela á frente dos olhos bastaria atentar que se o salário mínimo é de 485€ a ser verdade o que afirmam qualquer funcionário teria de ganhar no mínimo 985€ e não é esse, infelizmente, para milhares e milhares o valor que no final de cada mês levam para casa para alimentar as suas famílias.

A vaca  “Funcionalismo Publico” continua a cumprir o seu papel e até a estes , sobretudo a estes ,descaradamente e propositadamente mentirosos, continua a alimentar.

Afinal eles venderam jornais com a noticia da vaca supostamente ainda obesa..

 

Barreiro 22/7/11

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por guerrilheiro às 08:09

Sexta-feira, 22.07.11

Não pises a relva

Não pises a relva!

 

Agarrado aquele gradeamento encimado por fileiras de arame farpado ferrugento, que não me custa comparar a imagens de guerras que não queremos ver repetidas, revi interiormente episódios de quando tinha a idade da minha filha que esperava ver sair da escola  da Qtª Nova da Telha para ir almoçar .

“:-Meu rapaz, então foste apanhado aqui pelo srº continuo a pisar a relva. Porquê?”inquiriu-me então o velho director da escola secundária de Moura, drº Fragoso de Lima.

Tímida e respeitosamente ensaiei a desculpa que até era meio verdadeira:

-Mas srº director eu tinha pressa , a escada estava cheia de malta e ali não há relva, são só chorões ,e eu passei pelo carreiro que há junto á escada. Não pisei nada.

A autoridade que já conhecia de outras vezes em que fora castigado em 10 tostões por cada folha de arvore arrancada ou por jogar ping pong com os tacos do chão a fazer de raquetes voltou a exercer-se sobre mim:

-Não interessa, aquilo não é escada, é relva, não é por ali que se passa, levas um dia de castigo.

E levei. Mas a minha filha e as centenas de colegas não podem levar castigos destes.
A escola não tem relva, não tem chorões, quase não tem arvores a que possam arrancar a folhas ainda que indevidamente. A escola dela tem ervas, muitas ervas , de uma altura que escondem os parcos espaços onde podiam conviver e divertir-se saudavelmente nos intervalos das aulas.

Não paga multas a minha filha , nem os colegas, por pisarem a relva, mas os pátios são mais feios ,desagradáveis á vista, certamente menos saudáveis e muito pouco propícios à criação de um bem estar que os alunos deveriam sentir quando estão no estabelecimento escolar.

E nós pais que descontamos tanto, e que pagamos tanto pelo ensino que constitucionalmente devia ser  tendencialmente gratuito, enquanto pensamos como podem os ministérios da educação ter assim os seus edificios chegamos até a ter saudades dos chorões que nos proibiam de pisar.

Barreiro,7 de Maio de 2011                                                                 

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por guerrilheiro às 08:09

Sexta-feira, 22.07.11

Eu sou mais social que tu

 

Eu sou mais social que tu?

 

Por mais apelos á contenção que alguns, aparentemente bem intencionados façam esta, é um época em que vale quase tudo para tentar convencer os eleitores que uns são realmente diferentes dos demais.

Acusam-se uns de não terem propostas para Portugal enquanto estes respondem que se esbanjaram e mal geriram os dinheiros públicos e por isso deviam ser presos.

O tom acalorado aumenta nas sessões e nos almoços e jantares que se promovem todos os dias.

Que fica depois deste diz que disse mas afinal não quis dizer ,e deste faz mas diz que foi o outro que fez  com que há décadas procuram manter-nos entretidos enquanto adia permanentemente o progresso do país e a melhoria do bem estar dos cidadãos nacionais?

Sobra o mesmo de sempre, para os mesmos de sempre mas em doses redobradas que também os mesmos de sempre se tem encarregado bem se tem encarregado de duplicar as dificuldades que não param de criar.

A firmeza dos números ainda que gritantes escondem muitas outras dificuldades que as estatísticas muitas vezes omitem.

Quando se torna publico que 245 mil desempregados deixaram de receber o subsidio para o qual também descontaram durante a vida laboral quantas mais pessoas dos seus agregados familiares passaram a ter mais problemas par a sobreviver?

E quando 1,5 milhões de reformados vivem com pensões inferiores ao salário mínimo nacional como conseguem honrar as suas contas normais, e ainda alguns terem de suportar os medicamentos , muitas vezes de valor superior á sua magra pensão ou pouco mais que isso, que anteriormente os hospitais lhes forneciam?

E, quando cerca de meio milhão de crianças deixam de ter direito ao abono de família ,para os quais os pais também descontaram,  quantas  magras refeições deixaram de tomar ou quantos livros e material escolar deixaram de comprar prejudicando a sua evolução fisica e o seu desenvolvimento intelectual?

E como podemos deixar de não nos envergonhar quando centenas , muitas centenas de cidadãos que trabalharam e efectuaram os descontos a que a lei os obrigou se amontoam e forçam portões de hospital em pleno século XXI para ter acesso a uma simples consulta de oftalmologia que só poucos vão conseguir? Que solução lhes resta se o salário ou a pensão não der para suportar a consulta ou tratamento no sector privado ou em Cuba?

Os números, apesar de enormes e ainda mais se forem comparados com o numero relativamente pequeno da população portuguesa, só podem deixar-nos em estado de alerta vermelho.

Mas não outros números se contrapõem  escandalosamente. A banca que nos ajuda com o crédito, mas que também á conta dele nos condiciona a qualidade de vida diária,  lucrou 2,8 milhões por dia por dia ,285 Milhões nos primeiros teres meses de 2011.

E os milhões em ajudas a organizações privadas lideradas por pobres portugueses como Joe Berardo(1 Milhão), João Lagos; Jorge Coelho da Mota Engil  (694mil€); Carlos Barbosa do ACP (1,4M€) ;Parkalgar( 1,1M€);  Frente Tejo (2,5M€) ou PGA Golf (3,5M€) como noticiava a imprensa diária desta semana também pensarão honestamente que a crise os afectou como a  milhões de muitos outros? As iniciativas privadas que promoveram, muitas vezes longe sequer do conhecimento do grande publico, torna-os assim tão merecedores e tão diferentes dos restantes portugueses?

 Há rumos que não podem continuar a ser tomados cabendo a cada um de nós a responsabilidade de inverter o sentido desta marcha terrivelmente desigual .

A altura é para isso propicia e  não se pode nem deve desaproveitar esta oportunidade de conseguir o afastamento dos centros de decisão dos responsáveis que ao longo da ultima trintena de anos conduziram Portugal para esta situação calamitosa ainda que digam que foram só os outros, que eles são melhores. Não são.

 

 

Barreiro, 4 de Maio de 2011

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por guerrilheiro às 08:08

Sexta-feira, 22.07.11

Paleta de cores

 

De repente  surgem perante nós constelações de cores que nunca ousáramos suspeitar que existiam. O mundo tem afinal mais tonalidades que o branco e negro com que alguns o querem ver e mesmo o cinzento que alguns agregam a esta magra paleta.

Uma muito recente saída do país veio reavivar essa realidade e bastaram poucas horas após o regresso a Portugal para a confirmar.

Quando responsáveis sindicais europeus e sul americanos saúdam calorosamente os resultados da longa luta de 35 dias de greve que os trabalhadores da VW em Curitiba levarama cabo motivados pela indignação de terem diferenças salariais de cerca de 90% em relação aos seus colegas de Tabuaté o branco fica mais branco.

Quando se denuncia que empresas que nuns locais manifestam preocupações sociais e até por isso galardoadas, mas que noutros locais serviam aos seus trabalhadores as refeições em  pratinhos espalhados pelo chão ou lhes pagam salários que nem dão para sobreviver o negro fica ainda mais escuro.

E quando assistimos a proprietários de grandes empresas multinacionais  a discursar por ocasião das comemorações do aniversário do sindicato alemão IGM tecendo a este rasgados elogios e levantando-se como todos os presentes , sindicalistas ou não, para  cantar alegremente a “Internacional”o cinzento surge como maior claridade.

Interrogo-me com que outros cinzentos poderia decorar as afirmações do mais alto representante dos trabalhadores quando ao descrever aos seus congéneres a situação da empresa dizia sempre” não sou eu que o digo é a empresa” ou tambem a intervenção despropositada de um outro representante dos trabalhadores, este nacional e agora não sindicalista, afirmando que há sindicatos que são demasiado exigentes com os patrões.

De Curitiba a Portugal passando pela Alemanha vai todo um mundo de diferenças que nos fazem refletir entre as diversas tonalidades, das formas de ser e estar dos respectivos, patrões, empresários, gestores, trabalhadores e seus representantes.

Caberia aqui talvez parafrasear quem disse que depois de ver um porco andar de bicicleta já acreditava em tudo mas prefiro recordar o rude professor de inglês do ensino secundário que nos ensinava que tudo no mundo faz falta” até as moscas, se não fossem elas como se governavam os homens que inventaram os insecticidas?” dizia o capitão Romão António dos Santos.

 

Barreiro , 28/7/2011

 

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por guerrilheiro às 08:07

Sexta-feira, 22.07.11

Futuro brando

 

Tradicionalmente apontados como pouco amigos de valorizar o que de positivo se faz ou acontece,  e muito mais disponíveis para salientar os pontos negativos ,os portugueses bem gostariam de encontrar motivos para alterar esta sua habitual postura.

Se alguém diz que isto está mau, o parceiro ao lado logo diz que isto vai ficar pior. Por mais que desejássemos que assim não fosse, a realidade e a perspectiva do futuro que nos reservaram, não permitem que pensemos de forma diversa. Isto vai ser mesmo pior.

Mesmo que tentemos ignorar os números, seja pela nossa habitual aversão á matemática, seja por que desconfiemos das intenções quem os transmite e da forma e das como os transmitem, sabemos, ainda assim, que são sempre números muito grandes e altamente preocupantes .

Sendo assim , é assim e será pior, que sucederá á sociedade de brandos costumes em que temos mais ou menos vivido?

Atingido que está o record do desemprego e, tudo apontando para que este seja continua e largamente batido, prosseguindo as práticas de  cortar subsídios, abonos,  pensões , rendimentos mínimos, e reduzindo o tempo de aplicação destas medidas que no fundo ainda serviam como almofadas sociais que acontecerá?

Quando todos estes muitos milhares de desafortunados não tiverem  forma de se sustentarem, nem garantirem o sustento dos familiares a seu cargo, que soluções lhes restam?

Emigrar será uma solução para muitos mas não para tantos. Trabalhar seria a alternativa que quase todos gostariam de poder utilizar mas aonde se não se vislumbram empresas a abrir nem obras de envergadura a ser executadas ?

Poderemos ser optimistas e pensar que estes portugueses continuarão brandamente á espera de definhar física e psicologicamente até á exaustão total ou assistiremos a um crescendo da criminalidade para onde muitos serão empurrados pelas agruras da vida e da contestação social verdadeiro campo onde a transformação real do pais pode acontecer.

O direito á indignação tenderá, inevitavelmente, a ser usado com uma frequência crescente contra a quem aqui nos conduziu e contra a forma como fomos e conduzidos.

A brandura dos nossos costumes resistirá por muito mais tempo ás dificuldades da vida que nos impõem e querem agravar? Julgamos que não.

 

Barreiro,19 de Maio de 2011

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por guerrilheiro às 08:06

Sexta-feira, 22.07.11

A mata pode ser melhor

A Mata pode ser melhor

 

Enquanto autarca com funções executivas na Junta de Freguesia no anterior mandato pude acompanhar os projectos elaborados pelos responsáveis florestais pela Mata da Machada . O volumoso caderno que então entregaram continha ideias interessantes que então nos pareceram passíveis de melhorar aquele pulmão da cidade do Barreiro.

Não faltava um novo circuito de manutenção, um centro equestre  que possibilitasse passeios a cavalo pela mata aos seus visitantes, um novo circuito de manutenção, o aproveitamento-da casa do guarda para um espécie de posto de turismo e bar de apoio, a revitalização do viveiro existente á entrada talvez com sua cedência para esse efeito á CMB.

Fizemos então a nossa parte e rápidamente  procedemos à vedação dos poços contando para isso com a colaboração da CMB e chegámos a indicar um cidadão ligado ao mundo equestre que mostrava algum interesse em explorar aquela possibilidade que a mata da machada proporcionaria

A CMB também desenvolveu o Centro de educação ambiental que tem uma actividade interessante. Mais recentemente a Junta de Freguesia  de Palhais renovou os assadores. Pode-se assim dizer que as autarquias locais fizeram os seus TPC mesmo sendo a mata responsabilidade do governo através dos seus serviços florestais.

A retirada anual da madeira que a mata produz arrecadando o rendimentos que a sua venda proporciona e não investindo nenhum dele é quase exclusivamente a única tarefa que o verdadeiro dono da mata, o governo, visível.

O usufruto semanal da Mata para um saudável futebolada domingueira, por entre a areia e as casacas e raízes de eucalipto , permite ajuizar do elevado numero de cidadãos que ali se deslocam para praticarem um variado numero de modalidades desportivas e que para além dos pontos de água não podem contar com mais qualquer apoio.

Fácil e alegremente também é fácil verificar que muitos escolhem aquele espaço verde para efectuarem picnics com as suas famílias e amigos e que a sua quantidade por vezes  é desproporcionada ás mesas de apoio ali disponiveis para esse efeito.

Também é fácil constatar o esforço que muitos desses convivas são obrigados a efectuar desde a entrada até á zona dos assadores a transportar os seus mantimentos em sacos, arcas ,garrafas , talheres e mantas.

A proibição do transito automóvel na mata é uma boa prática, sobretudo neste período estival, mas não seria de todo descabido que se facilitasse a vida a quem quer conviver gastronómicamente na mata que lhes fosse proporcionado um meio de transporte para os seus haveres, afinal  não é assim que fazemos todos os dias nas mais variadas superfícies comerciais? Juntar uma medida deste género ás restantes, pensadas mas não aplicadas, e insistir na sua execução só poderia trazer mais visitantes a este espaço vital do concelho e proporcionar-lhes uma qualidade superior para o seu usufruto .

Barreiro, 1 de Junho de 2011

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por guerrilheiro às 08:04


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