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Guardando coisas



Quinta-feira, 09.05.13

Até quando?

 

 

Até quanto? Até onde? Até quando?

Acertámos na mouche  quando, perante as constantes exigências do patronato português e dos muitos que o servem aquém e alem fronteiras, perguntávamos: até onde poderemos ceder na defesa dos direitos e regalias? Até quanto poderemos baixar os nossos rendimentos sem colocar em causa uma vida digna? Até quando poderemos aguentar tantos ataques á qualidade de vida que conquistámos com suor , lágrimas e quantas e quantas vezes também sangue?

Qualquer observador minimamente atento á realidade portuguesa especialmente, e ao restante panorama que nos rodeia , não poderá deixar de  ao menos uma vez se ter colocado estas três interrogações.

A estas podemos juntar outras como por exemplo :onde está o desenvolvimento apregoado ou a melhoria da qualidade de vida?

No inicio da década de 90, os salários então praticados eram em alguns casos exatamente os mesmos que hoje são pagos a muitos dos profissionais portugueses. A este facto há que pelo menos somar dois fatores importantes : os aumentos da inflação verificados todos estes anos e a passagem para o euro que veio encarecer sobremaneira todos os produtos e serviços.

No inicio da década de 90 apontavam-nos alguns países asiáticos, os do triangulo dourado, como aqueles a quem nos devíamos comparar, quer pelos baixos salários quer pelos índices de produtividade que apresentavam. Depois, conforme outros países foram entrado para a CEE, começaram as comparações com os países do leste europeu  .Hoje é com a China que desempenha esse papel.

Contrariamente ao que nos prometeram para que entrássemos na EU, não nos querem nivelar pelos salários e demais direitos regalias praticados nos países do norte da Europa ,mas sim com os altíssimos níveis de exploração praticados noutras paragens, que vão alterando consoante os interesses de quem tem mandado.

Cada vez que nos colocam  a espada ao pescoço e exigem que baixemos os já magros rendimentos quer porque a empresa não vende ,ou ao invés , por que há que fazer para fazer um novo produto ou ganhar um novo concurso, perguntamo-nos:- E se ganharem outros concursos, ou inventarem outro produto, vamos continuar a  aceitar a redução do nível de vida? Até quando vamos  admitir que tal aconteça?

Havia  uma garantia mínima é certo, nunca poderiam baixar do salário mínimo nacional .

Essa garantia, das mais  pobres das soluções, explodiu quando um atual  governante, que dá pelo nome  de Hélder Rosalino, declara que pode ter funcionários públicos com salários zero.

 Assim mesmo, salários zero, e nem acrescentou que poderiam fornecer pão e água aos escravos.

É preciso recuar mais, centenas de anos atrás , aos tempos em que Bem Hur ou Spartacus, escravos, a quem pelo menos davam pão e água,  se revoltaram contra o império romano.

Tinham pão e água, e mesmo assim houve um dia que não suportaram a escravidão e juntaram os seus semelhantes na desgraça, e enfrentaram os exploradores de Roma.

Desconheço quanto mais há que recuar para além do tempo de Ben Hur e Spartacus para encontrar situação tão desavergonhada  e desumana como a apontada por Hélder Rosalino. Sei contudo, que tudo tem um limite e que este pode ser atingido de diversas maneiras, uma delas é o bom senso, outra a que experimentou Massala, o governador romano de então.

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por guerrilheiro às 23:06



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