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Guardando coisas



Segunda-feira, 25.06.12

Uma questão de confiança

Uma questão de confiança
Palavra que quero ser otimista, que quero acreditar, que quero ter fé.
Por isso e porque tudo isso é preciso e cada vez em maiores doses esforcei-me por acreditar nas palavras do primeiro ministro Passos Coelho quando, sem gaguejar, veio dizer que Portugal já não se encontrava no abismo.
Será mesmo verdade que conseguiram tal desiderato? Será que posso acreditar em tais palavras assim só porque quero acreditar e quero ter fé?
De repente recordo-me dos trabalhadores da Industria automóvel que reunidos no dia 30 alertaram pra as previsões da ACAP que dizem que aqui se perderão. 21mil postos de trabalho.
Os jornais de hoje noticianm que o governo prevê rescindir amigavelmente com 121mil trabalhadores. Na construção civil podem vir a perder-se 178 mil empregos tambem segundo os jornais.
Como se tais números , a somar aos mais de 1 milhão de desempregados que já devem existir ,não me fizessem perder a confiança nas palavras do primeiro ministro dirijo mais a minha atenção para outras cifras quiçá mais auspiciosas.
O Produto interno Bruto caiu 2,2% no primeiro trimestre relativamente ao ano de 2011.
A atividade industrial desceu 6,8% em Abril. Quantos investimentos se anunciam criadores de postos de trabalho? Nenhum.
Quanto custa a cada familia mandar um filho para a Universidade? Seis mil euros , e o ministro Relvas elogia os jovens que emigram como se a algum corpo fosse benéfico ficar com o sangue velho enquanto se lhe esvai o sangue novo que o devia fortalecer.
Que me resta para que possa acreditar nas palavras deste governo e de quem o lidera? Quase nada se tirar os estágios que agora se anunciam e que quantas vezes não passam de mão de obra barata para as empresas.
Numa coisa esteve bem Passos Coelho: a elogiar a paciência que o povo português tem tido para o aturar. Mas a paciência tem limites e mesmo no interior das hostes governamentais já se ouvem vozes que dizem que os limites do suportável já foram atingidos e pior ainda que o pagamento da divida devia ser mais suave e que será necessário pedir à troika novos prazos e mais dinheiro. Uma aproximação até à pouco impensável ás teses comunistas que há muito defendem a renegociação da divida.
Portugal pode ter saído do abismo como agora afirma Passos Coelho mas cada vez mais portugueses lá continuam e observam a escuridão que o invade é directamente proporcional aos dias que aí passam.


Joaquim Escoval

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por guerrilheiro às 20:27



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