Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Guardando coisas



Segunda-feira, 25.06.12

Só queria perceber esta democracia

Só queria perceber esta democracia

Os programas eleitorais valem o que valem.
Uns fazem-nos porque sim, tanto se lhes dá, desde o inicio que não tencionam cumpri-los.
Interessa-lhes mesmo é captar o voto nem que para isso tenham de prometer o que sabem não poder cumprir.
Outros fazem tudo para cumprir o que prometem nunca prometendo mais do que podem para não empenhar a palavra dada.
Outros serão um mescla das duas situações anteriores em que se promete o que se pode mas se almeja, com um pouco de sorte e saber à mistura, eir mais além e ultrapassar os próprios limites que julgaram possíveis e assim satisfazer mais um pouco os eleitores. Também há os que honestamente nada prometem , concorrem e pronto, ou os que prometem coisas estapafúrdias e depois vá-se lá saber porque até ganham como o recente caso do partido humorístico que ganhou a câmara da Reikiavik prometendo uma toalha aos eleitores.
Dentro deste universo uns são óbviamente mais honestos que outros, mas todos no inicio jurarão que se forem eleitos irão cumprir o seu programa, Afinal foi pelas promessas, aqui chamadas programas eleitoraisl, que fizerem que os eleitores lhes confiam o voto em detrimento de outros com programas, na opinião dos mesmos eleitores, menos realistas, menos exequíveis ou menos correctos e justos.
Uma vez obtidos os mandatos é tempo de cumprir o que se prometeu, os candidatos são seres humanos e como tal devem ter honra e honrar os seus compromissos.
Claro que num mandato as condições existentes há altura das eleições podem mudar e obrigar a não realizar, a suspender ou a adiar o que se havia querido fazer mas as promessas foram feitas e objectivo mantem-se e tudo o que for razoável deve ser feito para que ele seja atingido.
È a honra que está em jogo.
Não compreendo assim como podem democratas, ou que assim se intitulam apelar para que se esqueçam programas, que se esqueçam promessas e que se façam coisas que não estavam em programa algum, em declaração alguma, só porque mudaram bastante as condições..Coisas em que ninguém foi ouvido, que ninguém discutiu, que ninguém avalizou. Coisas em que ninguém votou
Será democrático? Será respeitar a vontade do eleitorado? Será sério?
Ainda que uma parte do eleitorado vote na imagem do 1º membro da lista e não tenha prestado atenção ao seu programa, é certo que ele se candidatou com um programa e que certamente se atarefou mais a sua máquina partidária, a divulgar as suas intenções pelas iniciativas que levou a cabo pelo país inteiro durante a campanha eleitoral.
As condições mudaram, os objectivos tem de se adequar à nova realidade e não estou sequer a por em causa se a mesma é pior ou melhor que a antecedeu, mas o eleitorado não votou nesses novos objectivos, Votou noutros.
Utilizar os mesmos votos para atingir ou tentar atingir objectivos que nunca antes se haviam apontado parece-me no mínimo pouco honesto e nada respeitador do voto popular e da democracia a ele inerente.
Compreendo que em determinadas etapas duma caminhada se tenha de mudar de rumo ou até de o inverter, mas entendo que então se devia a perguntar ao eleitorado se concorda com uma guinada brusca no leme, se a avaliza e se até está disposta a dar-lhe o seu voto positivo.
De outra forma pode até parecer muito patriótico mas não é certamente democrático nem honesto.
Basta de não cumprir promessas quanto mais esquece-las, Utilizar os milhares de votos conseguidos á sombra de um programa eleitoral como se um cheque em branco se tratasse não é próprio de democratas nem é uma atitude que se possa calar.
Os apelos lançados esta semana pelo líder do PSD ao líder do PS fizeram com que não me cale.

Barreiro, 2 de Junho de 2010

Joaquim Escoval

Autoria e outros dados (tags, etc)

por guerrilheiro às 20:24



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Junho 2012

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Posts mais comentados