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Guardando coisas



Segunda-feira, 25.06.12

Somar que é sumir

Sempre a somar que é sumir.
Não é só mais uma .È outra simplesmente.
Que não, dizia o ministro Vieira da Silva, que não era preciso mexer na legislação laboral.
Que não, Bruxelas é que ainda não entendeu algumas coisas, dizia a ministra Helena André de visita á Autoeuropa. Talvez alguns pequenos ajustes, só isso nada mais.
Mas cá está hoje o nosso primeiro a dizer “-A RESPOSTA É SIM!” que dentro de dias se vão conhecer pormenores sobre as alterações á lei laboral que Bruxelas lhe exige .
Palavra de ministro já não vale mais que um dia ,e a do primeiro deles nem vale o instante dum piscar de olhos como se de um mentiroso compulsivo se tratasse.
Mesmo que altere seja o que for logo assinará um sem numero de excepções para só aplicar aos mesmos de sempre: aos funcionários públicos em primeiro lugar e aos outros igualmente desafortunados que não tem qualquer espécie de fuga por não terem dinheiro para pagar a quem esperta e desavergonhadamente lhes sacode qualquer responsabilidade de cima do corpo e da mente.
Mas que quer Bruxelas? Não basta que tenhamos um quarto de milhão de desempregados, de salários baixos ou em atraso, de despedidos ás centenas por mail como os trabalhadores da Groundforce , de milhares de jovens sem qualquer perspectiva de futuro, de idosos com cada vez menos dinheiro para sobreviver, de saúde e justiça e educação com cada vez mais dificuldades de acesso á generalidade dos portugueses?
Bruxelas quer mais sempre mais e não se cansa de tentar conseguir para os ricos ainda maior riqueza.
O cortejo de dificuldades por que passam os trabalhadores portugueses mesmo após de uma vida de dedicação a uma profissão e a uma empresa não lhes condói a alma. Eles não tem alma..Eles tem interesses e esses são os do aumento da riqueza a quem a tem, a isso se resume a sua existência, acumular mais sempre mais não importa à custa de quem nem como.
Agora como se não bastasse o código de trabalho do Bagão Felix, e depois as alterações a ele introduzidas pelo PS e as dificuldades que tem colocado a contratação colectiva, ainda querem que um trabalhador não tenha direito a qualquer indemnização ficando assim o patrão com mais aquela verba que até agora ainda é merecida pelo trabalhador.
È “flexibilizar os despedimentos dizem eles.
Por explicar fica em que é esta medida pode aumentar a competitividade e a produtividade nas empresas. O lucro para quem despedir , esse aumentará de facto na exacta proporção da diminuição das compensações a obter por quem for despedido.
È aumentar a exploração de quem já é dos mais explorados da Europa e que vivem no segundo pais com mais desigualdades sociais nessa mesma Europa de se diz União Europeia.Que bela unidade nos ordenam de Bruxelas.
Tambem Sócrates e os seus ministros se dizem socialistas e não param de fazer estes fretes ao grande capital.
Logo após a greve geral de 24 de Novembro mesmo os ministros com registo de serem dos mais truculentos do PS ,como Augusto Santos Silva, vieram dizer que se havia aberto um novo ciclo de dialogo com os parceiros sociais que havia que falar com todos etc, etc.
Falaram efectivamente poucos dias depois com os directores ou donos das maiores empresas portuguesas . Do que disseram pouco se sabe.
Com os trabalhadores o “novo ciclo de diálogo”está encetado com mais esta prenda que certamente fará rejubilar de alegria os donos em Bruxelas e o patronato português, mas que encherá de tristeza muitos lares de por ora empregados portugueses
O que os ministro disseram foi uma mentira, não mais uma, simplesmente outra.
Porreiro pá.

Joaquim Escoval

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por guerrilheiro às 20:21



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