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Guardando coisas



Domingo, 05.02.12

Lisboa Vs Davos

Lisboa vs Davos Por mera coincidência de calendários em Lisboa reuniu o Congresso da CGTP enquanto que em simultâneo reunia na cidade Suíça de Davos o Fórum Económico que reúne a fina flor dos capitalistas mundiais. Enquanto no primeiro centenas de representantes de trabalhadores se procuram organizar de forma a continuara contribuir para um Portugal desenvolvido e soberano já o Fórum de Davos procura entender se é possível no presente século o capitalismo continuar vivo como no século passado. As contradições do capitalismo estão à vista de todos sendo nítido que apesar da queda do muro de Berlim e da inversão politica verificada nos pais países que estavam a oriente dele este sistema não conseguiu resolver os grandes problemas da humanidade: não acabou com as guerras, nem com a fome, nem com as desigualdades sociais , não levou a saúde, a justiça e o emprego, nem o bem estar e a melhoria da qualidade de vida a milhões de seres humanos. Será possível no século XXI continuar por este caminho? Eis o que se debate na Suíça. Tambem, e principalmente por causa dessa incapacidade do sistema capitalista ,os trabalhadores portugueses enfrentam ataques sucessivos aos seus direitos e regalias conquistados durante décadas de esforços heróicos ,Portugal vai perdendo a sua soberania e os portugueses em geral vão de austeridade em austeridade assistindo a um consecutivo perder de qualidade de vida seja por que prisma for que se analise. O caminho do desenvolvimento nacional e do progresso social dos portugueses é cada vez mais um ténue trilho que só olhos com muita fé conseguem vislumbrar. Fazer desse trilho uma rua , uma estrada onde passemos com relativa facilidade é o que se discute em Lisboa no Congresso da CGTP-IN. Dois locais, duas organizações duas visões tão distantes como a distanciam que separam as duas cidades europeias. Pelo meio muitos há que não querem ver a distancia, que não há classes, que a sociedade é interclassista no fundo que somos todos iguais como se iguais fossem as vidas , as possibilidades e as capacidade daqueles que reúnem em Davos e as dos milhões que procuram sobreviver por esses mundo fora. A confirmar esta diferença chega-nos da Suíça a opinião de um dos participantes, o economista alemão Merkel, que declara que sim senhor, o capitalismo se vais manter embora numa sociedade mais desigual e resolvendo os problemas económicos à custa das classes mais baixas e com menos cariz social. Noutro registo e afirmando algo que nunca é questionado nos orgãos de informação um dirigente sindical indiano convidado no Congresso da CGTP questiona na conferencia internacional que esta central organizou por ocasião do seu congresso: -Somos considerados um dos países emergentes mas, quem está a emergir? No meu país, a Índia, os milionários ficaram bilionários ou trilionários enquanto que milhares de agricultores cometeram suicídio só em 2011. Duas análises onde até poderíamos encontrar alguma semelhança mas que se distinguem vontades fundamentais: Em Davos querem manter o capitalismo, em Lisboa procuram-se alternativas que conduzam a um mundo mais pacifico, mais solidário, mais justo , onde o ser humano seja tratado exactamente nessa condição, com os mesmos direitos e deveres que os demais.

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por guerrilheiro às 23:24



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