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Guardando coisas



Domingo, 05.02.12

Tres tristes tretas

Três tristes tretas. Se outras razões não houvesse só a frieza dos números bastaria para tornar incompreensivel a opção do governo em iniciar a, por ele chamada, reforma do poder local justamente pela alteração do modelo das freguesias. Foram claras e indesmentidas as afirmações feitas na Assembleia Municipal do Barreiro na reunião extraordinária que efectuou para debater as pretensões governamentais condensadas no celebre livro verde, que o poder local com 10% do capital efectuou 45% do investimento e de que 99,3% da divida nacional compete ao poder central sendo que só os restantes 0,7% são da responsabilidade do poder local. Como poderá ser compreensível para alguém que se queiram resolver problemas trabalhando nesta ultima e ínfima percentagem enquanto não se beliscam os verdadeiros problemas que radicaram na divida do poder central? Mas parece que alguém acredita nisto ou pelo menos quer fazer com acreditemos que acredita., nisso e em muito mais. O srº deputado Bruno Vitorino parece ser dos que crê e às coisas que outros não crêem chamam-lhes mitos, intoxicações, mentiras. Afinal o documento verde nada diz daqueles”mitos” com que andam a intoxicar as pessoas .Serão mitos mesmo? Alguém poderá acreditar que neste país, nesta exacta época em que vivemos , e onde ainda no próprio em que decorreu a Assembleia Municipal, um governante veio proclamar que as novas listas de excedentários da função publica serão publicadas brevemente, que de três juntas se faça uma para poupar recursos materiais e simultaneamente se possam manter os mesmos recursos humanos? Junta-se tudo num sitio, fotocopiadoras, computadores, carros e demais máquinas racionalizando os meios e a nova junta passa por outro lado a acumular o somatório dos funcionários que trabalhavam nas três que lhe deram origem . Alguém pode acreditar ou é mesmo treta como lhe um deputado municipal da CDU? Pode-se acreditar que se em três juntas actuais existem 15 eleitos nos executivos e estes passariam a 5 se as juntas se fundissem numa só e, por mais competentes que estes sejam, possam fazer melhor trabalho que os antecessores? Até poderia remotamente acontecer mas, e as populações que ganhariam com isso? Acaso alguém que agora atravessa a rua para tratar de um assunto na junta e depois veja a mesma deslocada para uma distancia razoável obrigando ao uso de transportes que até podem ser difíceis, escassos e caros ganhará alguma coisa? Ser-lhe-á mais económico e mais fácil tratar do assunto ainda que isso não traga qualquer vantagem a ninguem? E o executivo da junta que para analisar um problema ou uma obra se tinha de deslocar numa distancia e teria de passar a efectuar o triplo do percurso terá tambem de alguma vantagem? Alguém pode acreditar que não levará mais tempo, gastará mais combustível, nem deixará por essa via de ter tempo para dedicar a outras tarefas necessárias e inerentes ao exercício da função para que foram eleitos ? Alguém acreditará que esse mesmo executivo, triplicando a área e o numero de habitantes sob a sua alçada, não terá de se escudar em mais profissionais que no terreno lhe assegurem o bom andamento dos trabalhos onerando ainda mais os custos com pessoal? Será mesmo mito ou treta no dizer da CDU? Cerca de 2000 membros de Juntas e Assembleias de Freguesias não acreditaram na bondade deste documento e rejeitaram-no. No Barreiro, tal como um pouco por todo o país tambem o mesmo foi rejeitado pelos presidentes actuais de Junta que não aceitaram a chantagem de receber mais dinheiro se concordarem com a s pretensões governamentais. As populações terão agora uma palavra a dizer na defesa da sua história, da sua cultura e qualidade de vida que este poder local lhes proporcionou.

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por guerrilheiro às 23:22



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